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Manter o foco: construir a Greve Geral de 48h

Neste dia 24 de maio, milhares de trabalhadores se encontram em Brasília para um ato unificado contra Temer e suas reformas. Após o vazamento dos áudios, que comprovam a podridão do governo, tornou-se ainda mais insustentável a continuidade do presidente no poder.

Não podemos cair no erro de acreditar que novas eleições, sejam elas diretas ou indiretas, resolverão o problema dos ataques que estamos recebendo: não há possibilidade alguma do governo da democracia burguesa deixar de aplicar os ajustes contra nós por sua livre e espontânea vontade. Isso só acontecerá com luta e pressão popular.

A tarefa central continua sendo construir a greve geral de 48h para revogar as medidas já aplicadas, como a lei da terceirização, e para barrar os ataques que estão por vir. Para isso precisamos construir fóruns sindicais e populares que organizem a luta desde as bases e preparar a greve geral por tempo indeterminado, até que nossas condições de vida e trabalho sejam garantidas.

Nenhuma esperança nos governos, toda confiança na força da classe trabalhadora!

COMBATER O FASCISMO: participar das lutas da classe trabalhadora

Neste sábado ocorrerão em algumas cidades do Brasil a “Marcha Antifascista”. Escrevemos este breve panfleto, sobre algumas das tarefas dos revolucionários que querem combater as posições de extrema-direita. Reforçamos que o combate ao avanço das posições de ódio deve ser feito de dentro da luta da classe trabalhadora em conjunto. Somente a força da nossa classe poderá derrotar o fascismo e suas variações.

A Marcha Antifascista de 2017 insere-se em um contexto claro. Há uma crise econômica em todos os cantos do mundo. Em cada país ela aparece de uma forma específica, mas há pontos em comum: são os trabalhadores as únicas vítimas das medidas de austeridade. A vida está ficando cada vez mais sofrida para bilhões de pessoas e cada uma delas precisa urgentemente de uma solução para seus problemas. Cada uma dessas pessoas depende de um salário para viver de forma digna e quando estes são cortados, o desemprego aumenta e o preço de tudo não para de subir a preocupação que não sai da cabeça é “como vou conseguir sobreviver? como as pessoas que eu amo vão sobreviver?”. Quem der a melhor resposta, ganha o jogo. Não podemos deixar que o discurso da extrema direita nos engane e pareça como a melhor resposta. Reconstruir, lado a lado com a classe trabalhadora, a possibilidade da revolução socialista libertária é a única saída possível para combater o fascismo. Avante antifascistas! À luta!

Quais são as tarefas daqueles que combatem o fascismo?
– Disputar a consciência: precisamos estar presentes nos locais de organização da classe trabalhadora e fazer um embate duro contra as ideias da extrema direita. Precisamos ter muita firmeza em nossas posições, mas sem deixar de ter atenção e cuidado ao apresentar as ideias aos outros. Não falamos aqui para negociar e tentar convencer a burguesia de nada – com eles não há diálogo e nem negociação possível. Mas as ideias de extrema direita penetram entre os trabalhadores e cada um de nós deve ser uma barricada contra essa ofensiva.

– Construir a solidariedade de classe e o internacionalismo: em meio ao desemprego crescente as ideias xenófobas encontram terreno fértil. Querem a todo custo nos fazer acreditar que a culpa da crise é daqueles que fugindo da miséria vieram de outros países para cá. Nossos inimigos não são aqueles que sofrem em outros lugares aquilo que estamos sofrendo aqui. Nossos inimigos são os que nos atacam para que possam manter seus lucros. Explorados de todo o mundo precisam se unir contra os exploradores de todos os lugares. Acolher os refugiados, criar comitês de solidariedade aos trabalhadores e suas famílias, unir nossas forças contra o inimigo em comum.

– Definir quem são os aliados e os inimigos: é preciso avançar no combate ao racismo e à homofobia. Políticas de ódio tendem a aumentar em cenários de crise. Sem um horizonte socialista as pessoas passam a ver inimigos onde deveriam ver companheiros de classe e de luta. Enquanto a classe dirigente persegue e ameaça homossexuais (como no caso da Chechênia) nós precisamos fazer o caminho contrário e sermos as barricadas de defesa desta população. No Brasil o índice de assassinatos e suicídio de LGBTs é alarmante. Seremos a fortaleza de defesa dos nossos companheiros, e precisamos combater cotidianamente o racismo, machismo e lgbtfobia.

– Recolocar o socialismo revolucionário em pauta: a população, cansada de sofrer, busca pela saída possível para a crise. A extrema direita apresenta um projeto político que promete futuras melhorias e ganha as mentes e corações daqueles que já não sabem mais para onde correr. Enquanto isso os reformistas apresentam o mesmo projeto falho que já se mostrou-se insuficiente. A proposta do socialismo revolucionário está tão distante das pessoas que essa não parece mais a saída possível. É nossa tarefa urgente retomar a agitação e propaganda da necessidade de uma revolução socialista para que as mazelas que sofremos seja extinta pela raiz.

– Auto-defesa e um programa de lutas: não há mais ilusões sobre o acirramento da luta de classes. A polarização entre direita e esquerda cresce à medida que a crise se torna mais aguda. Organizar a auto-defesa é fundamental, mas acima de tudo essa ação precisa ter um objetivo e um rumo ou giraremos em círculos. Preparar um programa de lutas, com as tarefas e meios necessários para alcançarmos nossos objetivos de curto, médio e longo prazo é o coração da luta antifascista. Não podemos perder mais nenhum minuto nos isolando. Somente através da luta organizada e coletiva é que teremos a força necessária para dar fim aos nossos sofrimentos pondo fim nos privilégios dos ricos e patrões.

Organizem-se!
Temos uma tarefa histórica a cumprir, e sozinhos seremos massacrados.
Toda força à construção coletiva desde às bases.
Combater o fascismo, a extrema direita e romper com o individualismo
Reerguer a bandeira socialista revolucionária!

NÃO À REPRESSÃO: seguir com as mobilizações até barrar as reformas!

O dia 28 de abril de 2017 entrará para a história. Não só pela força de suas mobilizações nesta sexta-feira, mas porquê certamente será um divisor de águas na vida política do país. Diversas categorias conseguiram paralisar seus locais de trabalho, mobilizando até setores com maiores dificuldades como na iniciativa privada e nos regimes de trabalho de estágio/temporários. A produção do país foi suspensa por pelo menos 24h e não poderão negar que a burguesia e seus políticos aliados sentiram a pressão de nossa luta. As paralisações se somaram à diversidade de táticas que também trancou rodovias e colocou milhões nas ruas em atos ao redor do país. O dia 28 mostrou a disposição de luta, agora nossa tarefa é não permitir que as burocracias sindicais sufoquem esse ânimo. Erguer a mobilização de forma independente e radicalizada até que as reformas sejam barradas!

Repudiamos a repressão policial que ontem prendeu e espancou diversos manifestantes. Exigimos que nenhum lutador seja processado e que os policiais responsáveis pelas agressões sejam responsabilizados. Desde já colocamos nossas forças à disposição dos companheiros e prestamos nossa solidariedade e anseio para que todos os feridos consigam se recuperar. Por vocês nós seguiremos em luta! Também repudiamos a perseguição da patronal, seja ela da iniciativa privada ou pública, que ameaça cortar o ponto dos trabalhadores em greve. Não achem que vão intimidar a classe trabalhadora!

Como resposta à repressão e ao corte de pontos, e como continuidade de nossa mobilização devemos construir em cada cidade um forte ato neste 1º de maio. Já chega de transformar o dia de luta dos trabalhadores em show e comício. Esta é a data histórica da resistência de nossa classe ao longo dos anos, e por todas as nossas lutas já travadas e que estão por vir: estaremos em luta no 1º de maio!

Ampliar a mobilização e a capacidade organizativa de nossa classe é tarefa central. Reivindicamos que os próximos passos da luta contra as reformas sejam deliberados em fóruns democráticos com representantes eleitos nas bases das categorias e não através de acordos entre as cúpulas das centrais sindicais. Criar comitês de mobilização onde for possível e pressionar os sindicatos e entidades para que construam iniciativas de luta contra as reformas. Reforçamos nossa posição de que todas as ações táticas devem ser deliberadas em espaços de democracia de base. As experiências organizativas de nossa mobilização devem ser também ensaios de organização da sociedade socialista. Por uma construção que seja de base e com compromisso coletivo.

A luta continua! Venceremos!

GREVE GERAL JÁ! Defender os direitos trabalhistas e a aposentadoria!

O governo quer que os trabalhadores paguem pela crise econômica para garantir e proteger o lucro dos patrões. Ataca nossos direitos com reformas como a trabalhista e da previdência enquanto protege as grandes riquezas. Nós, trabalhadores dos mais diversos setores, estudantes, desempregados, e tantos outros que fazemos este país funcionar já não aguentamos mais e sabemos que é hora de dizer basta. A greve geral se alastra pelo país como pólvora e estamos nos preparando para acender o fósforo.

Dia 28 de abril é um passo a mais na organização e alcance de paralisações desde o dia 15 e 31 do mês passado. Por décadas, com o governo federal nas mãos do PT, a classe trabalhadora e sua juventude tiveram um recúo organizativo muito intenso. Recuperar nossas entidades de base e construí-las de forma independente das burocracias sindicais não é tarefa do dia para a noite, mas é urgente e necessária. A mobilização cresce cada vez mais e é neste terreno fértil que a classe trabalhadora deverá fazer renascer sua luta combativa.

Construir a luta em unidade não significa concordar com as direções sindicais. A CUT é oportunista e tentará usar a luta para reerguer a figura do Lula. Cabe a todas as pessoas e organizações que rechaçam o projeto petista de conciliação de classe seguirem na mobilização, denunciando e construindo uma alternativa socialista e revolucionária. Defendemos que os rumos da mobilização sejam decididos em fóruns democráticos de base e que a luta se amplie para greves cada vez mais amplas e pelo tempo que for necessário até que as reformas sejam totalmente barradas. O próximo passo da luta é claro: construir um 1º de maio forte e combativo em todos os locais do país!

NÃO ÀS REFORMAS!
NÃO À TERCEIRIZAÇÃO!
GREVE GERAL JÁ!

Construir a greve geral

Essa sexta feira, dia 31, teremos em todo o Brasil uma série de atos contra a política de ajustes do governo Temer. O dia de mobilização é uma das ações de preparo para a greve geral que está sendo convocada para o dia 28 de abril.

Apesar das divergências com as direções sindicais colocadas acreditamos na importância da unidade e a construção da greve pelas bases.

Dia 15 de março demos uma importante demonstração de força da nossa classe, agora é seguir avançando e barrar os ataques dos governos e patrões!

Lutar contra os ataques. Reconstruir a perspectiva socialista revolucionária.

As reformas da previdência e trabalhista, se aprovadas, significarão um enorme retrocesso para a condição de vida e trabalho para a população. Somadas ao PL da terceirização, já aprovado pela Câmara, representam a decisão do governo frente à crise: proteger o lucro dos patrões cortando dos trabalhadores.

Para enfrentar esses ataques do governo nós devemos trazer essa disputa para o campo onde a classe trabalhadora tem força, nas ruas e em seus locais de trabalho.

O legislativo, como todas as esferas do Estado, é corrupto e não deve ter a confiança de nossa classe. Apenas com mobilizações de massa e com uma greve geral que derrotaremos esse governo e seus ajustes.

Recolocar na ordem do dia a necessidade da superação do capitalismo e a luta pelo socialismo também é tarefa de todos nós, principalmente nesta fase de ascenso das lutas. Que no desenrolar da mobilização a classe consiga se organizar e superar as burocracias sindicais, rompendo com o corporativismo e recolocando a luta política contra o capitalismo como horizonte revolucionário.

Articulação dos anarquistas

Sendo assim, como no ato do 15 de março e novamente agora, a Aliança Anarquista chama a todos as organizações anarquistas e militantes independentes, para formarmos um bloco conjunto no ato. É preciso que o anarquismo volte a se colocar na luta da classe trabalhadora e não assista a história passar. Construir o anarquismo classista e revolucionário!

Todos às ruas dia 31!

Unidade revolucionária contra a reforma da previdência

Importantes atos ocorrerão em todo o Brasil contra a reforma da previdência e podem abrir um decisivo período de lutas no país. Mas setores já conhecidos como traidores da classe trabalhadora querem surfar no descontentamento popular para retomar seus lugares de poder. Não podemos permitir!

Em São Paulo, a presença de Lula pode colocar em risco a força da mobilização. A luta contra a reforma da previdência não pode virar um palanque eleitoral! Lula e Dilma aplicaram ataques tão duros à nossa classe como estes que se armam agora e já sabemos quem eles defendem: empresários, banqueiros e empreiteras.

Para não permitir que isso ocorra é preciso que a manifestação esteja preparada e rechasse a figura de Lula. É preciso ter coragem de chamar os bois pelos nomes. Traidores são traidores, não importa a máscara que usem.

Chamamos todos os companheiros e companheiras revolucionários para conformarem blocos organizados no ato. Convidamos as organizações anarquistas, como a OASL, para que possamos formar um bloco conjunto e deixar claro que eleição é farsa!

Mas reiteramos: apenas a oposição no ato não basta. É preciso que esse combate contra as organizações pelegas e burocráticas seja feito na base, junto à classe trabalhadora. Como tarefa central devemos organizar nossa oposição e expor as contradições no cotidiano da luta.

Barrar os ataques não é tarefa só para o dia 15. A luta já se arma há tempos, durará ainda mais e será mais contundente se estivermos lado a lado, ombro a ombro.

Todos às ruas no dia 15!
Por uma mobilização independente de governos e patrões!

Temer sai! Previdência fica!

O ano de 2017 iniciou sem trégua. As rebeliões nos presídios marcaram o primeiro mês e tiveram como consequência a queda do Secretário Nacional de Juventude, filiado ao PMDB. Poucos dias depois estourava a greve das polícias indicando mais um cenário de instabilidade no país. Logo em fevereiro, estatais como a Caixa Econômica Federal e os Correios fizeram novo plano de demissão voluntária e o país chegou a 13 milhões de desempregados.

Enquanto estados como RJ e MG decretam estado de calamidade pública, os bancos mantém seus lucros astronômicos, como o Itaú, que fechou o ano de 2016 com um lucro de 21,6 bilhões de reais, o 2º maior de sua história. Enquanto isso, famílias inteiras vivem de subempregos e sofrem para fazer o salário render frente à inflação. Os aumentos de tarifas e do preço dos alimentos pesa no bolso dos trabalhadores e sobra no bolso dos patrões. As reformas da previdência e trabalhista, aliadas à regulamentação da greve no serviço público e ao aumento da repressão, nos mostra mais uma vez como o Estado serve para garantir o lucro e a estabilidade da pequena parcela de multimilionários.

No Brasil e em outros países, trabalhadores, trabalhadoras e sua juventude se unem para barrar os ataques às suas condições de vida e trabalho. É por isso que iremos às ruas no dia 15 de março, para deixar claro que não aceitaremos a reforma da previdência e nenhum outro ataque. Não vamos pagar a conta da crise!

O governo na corda bamba!

Michel Temer foi colocado na cadeira da presidência da república para dar continuidade a uma tarefa que Dilma já não conseguia mais: fazer a reforma da previdência e das leis trabalhistas para garantir a manutenção do lucro dos empresários. Usando as ferramentas da repressão e da criminalização, o presidente peemedebista é um enviado dos ricos e patrões para assegurar uma falsa estabilidade frente ao aprofundamento da crise econômica internacional. Ele cumpre os interesses da burguesia e é mantido no poder por ela.

No entanto, aprovar a reforma da previdência – primeira grande tarefa no poder – não tem sido tão fácil quanto previsto. A insubordinação daqueles que não aceitam trabalhar até morrer parece estar crescendo. A panela de pressão está levantando fervura e pode explodir. Além de nós estarmos nos levantando contra os ajustes, o governo federal também sofre pressão entre seus colegas de classe: governadores de diversos estados do país pressionam Temer por maiores repasses de verba.

Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Alagoas são apenas alguns dos estados que já chegaram no limite e estão à beira do caos social. Com uma sequência de saídas de ministros, o presidente também lida com seu nome correndo na boca do povo quando se trata de corrupção e irregularidades na campanha eleitoral. O relógio dos ajustes corre contra Temer e ele anda na corda bamba.

A instabilidade política de Dilma, e agora a de Temer, não devem ser vistas pelos trabalhadores como ruim. O retorno à falsa normalidade não significa retomada do crescimento do país e o consequente aumento de empregos para nós: antes mesmo destes momentos já não havia emprego para todos! A mentira dos governantes esconde seus reais interesses: retomar sua estabilidade e força para poder aplicar os ajustes contra a classe trabalhadora.

Temer não deve ter nenhum momento de tranquilidade. Nenhum minuto de sono. Deve acordar e dormir pensando na iminente revolta popular que se arma no país. Não aceitaremos que cortem da nossa carne para manter os senhores da alta sociedade. Sua instabilidade será fruto de nossas mãos! E sabemos: se Temer não aplicar os ajustes, a burguesia colocará outro aliado para que siga com a mesma tarefa. Manter nossas defesas, avançar em nossa organização e bloquear aqueles que nos atacam!

Unificar e ampliar as lutas: os trabalhadores não vão pagar pela crise!

Lutar localmente contra os ataques que sofremos já não é suficiente. Barrar, em cada local de trabalho ou de moradia, o arrocho, as demissões, privatizações e sucateamento não tem conseguido dar as respostas frente à crise de caráter internacional. É a partir de nossos locais que conseguimos mobilizar e nos defender, mas temos uma tarefa urgente: vincular as lutas localizadas a um plano de ação comum e maior. Construir unidade para barrar as reformas é um importante passo contra a piora das nossas condições de vida.

Mobilizar trabalhadores de serviços, domésticas, terceirizados e todos aqueles que sofrem ainda mais com a fragmentação da classe trabalhadora, a desarticulação sindical e a pressão do desemprego iminente, é tarefa de todos que estão comprometidos com a luta. Devemos ampliar o alcance da mobilização, avançando pelos bairros, pelas fábricas, pelas escolas e por cada local em que pisem os pés daqueles que produzem e mantêm a sociedade funcionando.

Organizemos a solidariedade para que nenhum lutador e nenhuma lutadora fique desamparada frente à crise e à participação nas lutas. Criemos comitês de solidariedade para que o fantasma da miséria e da fome não seja um aliado da burguesia para recolocar os trabalhadores na engrenagem da exploração.

Generalizar nossas greves, fortalecer a solidariedade, avançar na consciência de classe e da necessidade de destruição total do capitalismo são tarefas para ontem. Agitar as bandeiras defensivas contra as reformas, recolocando no centro do debate a contradição que nunca será resolvida entre capital e trabalho. Não há solução completa para a crise se continuarmos sob o capitalismo. Lutar para comer hoje, mas para viver amanhã!

FORA TEMER!
NÃO À REFORMA DA PREVIDÊNCIA!
TOMAR AS RUAS DIA 15 DE MARÇO!

8 de março: Dia de Luta das Mulheres

Ao redor do mundo ataques e retrocessos estão sendo aplicados contra nós. A crise do capitalismo tem tido uma única vítima: as condições de vida dos mais pobres. Contra as demissões, arrochos e perdas de direitos estão eclodindo lutas em todos os continentes. O cenário parece ser de colapso. Enquanto alguns querem manter seus privilégios e sua riqueza, outros se levantam contra as injustiças. Deste conflito, impossível de ser conciliado, precisamos construir nossas vitórias. O ano de 2017 deverá ser um marco: precisamos reconstruir a força da esquerda socialista para que seja possível reverter este cenário assustador.

Eles nos atacam e nós dizemos não!

Nos Estados Unidos entre os inúmeros ataques encabeçados pelo governo Trump está a retirada de verbas do programa Planned Parenthood – programa que promove educação sexual, planejamento familiar, e acesso ao aborto. Na Polônia, em outubro de 2016, tentaram aprovar um projeto de lei que proibia o aborto e que penalizava mulheres com até 5 anos de prisão caso fizessem este procedimento. Na Rússia, em fevereiro de 2017, foi aprovada uma lei que legaliza algumas práticas de violência doméstica que não causam lesões profundas; hematomas, arranhões e ferimentos superficiais na vítima não serão reconhecidos como crime, mas sim uma “falta administrativa” – o que só banaliza a violência contra mulher e reforça que mulheres são propriedades de seus maridos.

No Brasil o governo Temer lançou uma série de ataques e entre os mais alarmantes para as mulheres está o da reforma da previdência. Tal reforma será um desastre: irá aumentar a idade mínima de aposentadoria e dificultará o acesso à aposentadoria especial, além disso também ignora que a expectativa de vida para os trabalhadores do campo é muito menor do que os trabalhadores urbanos e querem desconsiderar isso igualando os requisitos para todas as categorias de trabalho. Esta reforma também ataca diretamente as mulheres, pois desconsidera a dupla jornada das trabalhadoras que, além do trabalho formal, ainda são as responsáveis pelo trabalho doméstico. Esta reforma propõe uma “igualdade” de critérios que não existe na realidade: é uma falsa ideia de igualdade em uma sociedade desigual.

Nós podemos vencer

Mesmo com todos esses ataques, os últimos tempos também tem sido marcados por grandes manifestações de mulheres. Na Polônia foi organizada uma greve de mulheres inspirada na que aconteceu nos anos 70 na Islândia e estima-se que 100.000 mulheres foram para as ruas vestidas de preto para barrar a criminalização do aborto. Tal manifestação foi vitoriosa e dia 06 de outubro o projeto de lei foi retirado.

Na argentina, após a morte de uma adolescente de 16 anos por traficantes, milhares foram às ruas de preto em um chamado por uma greve geral de mulheres contra o feminicídio. O mote da manifestação “Ni una a menos” (nenhuma a menos) se espalhou por outros países da América Latina que também fizeram manifestações repudiando a violência contra a mulher.

Nos Estados Unidos um dia após a posse de Trump houve a marcha de mulheres que foi a maior manifestação da história dos Estados Unidos. Outros 60 países também tiveram protestos de mulheres contra o Trump. Em meio a este cenário de luta, diversas ativistas norte-americanas, como Angela Davis e Nancy Fraser, fizeram uma convocação para uma greve geral no dia 8 de março.

Por um 8 de março que seja um marco na luta das mulheres

O significado do 8 de março está em constante disputa. A mídia tenta esconder seu histórico de luta aproximando-o a romantizações sobre o que é ser mulher. Distribuição de flores e cosméticos tentam ocultar a mobilização das operárias russas que em 8 de março de 1917 abriram caminho para o processo da Revolução Russa na luta contra as mazelas do capitalismo.

No ano do centenário da revolução russa o cenário para os trabalhadores e trabalhadoras é alarmante. Em meio a tantos ataques, desemprego, arrocho salarial, perda de direitos e avanço da repressão, cabe a nós tornar o 8 de março de 2017 um marco na retomada da luta das mulheres contra o capitalismo.

Contra os ataques e retrocessos: mulheres organizadas e em luta!

Fazemos um chamado a todas as mulheres lutadoras para que tomem as ruas na próxima quarta-feira e façam com que o 8 de março erga a luta contra a reforma da previdência e retome as mobilizações de nossas bandeiras históricas pela legalização do aborto e fim da violência contra a mulher.

Em São Paulo convocamos as companheiras para que se somem ao ato que será realizado às 16h no MASP em unidade com os professores estaduais: para este mesmo dia a APEOESP convocou uma assembleia com indicativo de greve. Em um momento de intensos cortes salariais, sucateamento, privatizações e demissões em massa é fundamental que as lutas se integrem cada vez mais. Composta em sua maioria por mulheres, a categoria dos professores deverá encarar um cenário muito difícil para a luta e precisará ser cercada de toda a solidariedade de classe. Infelizmente o ato de mulheres, convocado pela CUT e outras organizações, não se somará nesta mobilização. Referendemos o eixo decidido nas reuniões organizativas do 8 de março em São Paulo: as palavras de ordem expressas em “Aposentadoria fica, Temer sai! Paralisamos pela vida das mulheres” é o espírito que deve nos guiar nas lutas do próximo período, mas defendemos que o espírito também precisa ser de unidade e construção coletiva. Este 8 de março será só uma das batalhas que precisaremos estar presentes e fortes. Todas à luta!

Contra a reforma da previdência!
Pela legalização do aborto!
Nenhuma a menos, basta de violência contra as mulheres!
Se nossas vidas não importam que produzam sem nós!
Toda força para o Dia Internacional de Luta das Mulheres!

Basta de perseguição às feministas

A Aliança Anarquista repudia o veto à participação da Coletiva Feminista Radical Manas Chicas na VII Feira Anarquista. Sob alegações subjetivas, a organização do evento privou mulheres de participarem do espaço, bem como suprimiu o necessário debate dentro do campo do feminismo. Baseados em um conhecimento superficial sobre o que é o feminismo radical privaram todos os visitantes da Feira Anarquista de terem acesso a mais um dos materiais de formação política que estavam sendo distribuídos ao longo do evento e desta forma realizaram um veto puramente ideológico.

Nos intriga o fato de que a Feira Anarquista permite a reunião de diversas linhas do anarquismo, muitas delas completamente divergentes, mas não permite que debates divergentes sejam conduzidos por organizações feministas. Nossa posição é de que a Feira Anarquista é um espaço importante, onde muitas pessoas terão seu primeiro contato com materiais políticos e o silenciamento à participação de organizações feministas é extremamente danoso e só faz afastar ainda mais as mulheres do anarquismo.

A Coletiva Feminista Radical Manas Chicas havia pedido um espaço para vender seus zines e só na véspera recebeu a notícia de que não poderiam participar, eliminando assim a possibilidade de que as companheiras pudessem expor seus argumentos e reivindicar que os organizadores ao menos entrassem em contato com o conteúdo do material exposto. Não houve canal de diálogo, restando à coletiva, e à nós, a publicação de notas de repúdio.

O desconhecimento generalizado acerca do feminismo radical, somado com práticas conscientes de calúnia e difamação contra feministas tem se tornado cada vez mais corriqueiro. Acusada de transfóbica, a teoria do feminismo radical é colocada de escanteio e as críticas ficam girando em falso em torno de um senso comum superficial.

O feminismo radical tem um entendimento materialista sobre gênero e compreende esse como uma construção social. A teoria não prega violência às pessoas trans nem nega que essas podem sofrer e estarem em situação de vulnerabilidade (como é o caso de muitas pessoas trans que estão em situação de prostituição). O horizonte máximo do feminismo radical é a abolição total dos gêneros e não um política de ódio contra indivíduos. Assim a distribuição de zines de introdução sobre feminismo radical e sobre combate à violência contra a mulher (que eram os materiais que a coletiva pretendia vender) não colocam pessoas trans em risco.

Também ressaltamos o fato de que é público que a Aliança Anarquista também defende uma concepção materialista sobre gênero e a nós não foi privada a participação na Feira Anarquista. Assim como não foi privada a participação de várias outras mulheres, também feministas radicais, de estarem nos stands de suas organizações e/ou frequentando o espaço enquanto visitantes.

Com esta nota marcamos publicamente nossa solidariedade à Coletiva Manas Chicas, que mais de uma vez já sofreram perseguições políticas desse tipo, e fazemos um apelo à organização da Feira Anarquista para que pare de privar o tão necessário debate político.

Nenhuma a menos nos espaços políticos!
Erguer a luta contra o patriarcado e o capitalismo!

Imagem: Fotografia de Gerda Taro durante a Guerra Civil Espanhola, 1936.

Mais protestos, bloqueios, greves e ocupações!

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O governo Temer quer piorar a saúde, a educação e outros serviços públicos. Quer retirar os direitos trabalhistas assegurados pela CLT (Convenção das Leis do Trabalho), dificultar e reduzir a aposentadoria. Sendo assim, esse governo está atacando os trabalhadores, a população pobre, que é quem mais precisa dos serviços públicos, e os jovens que precisam estudar para conseguir emprego. Para lutar contra isso, os trabalhadores estão fazendo protestos nas ruas, paralisações e greves nacionais e os estudantes estão fazendo ocupações (já são mais de 1200 ocupações em escolas e universidades).

Para congelar o orçamento para os serviços públicos nos próximos 20 anos, o governo quer impor o mais rápido possível a PEC 55 (antiga PEC 241). O objetivo disso é reduzir os gastos, o que com certeza irá piorar esses serviços. Por exemplo, o SUS será duramente prejudicado, dado que a demanda por mais atendimentos exige mais gastos e não menos.

A reforma trabalhista permitirá que as negociações entre sindicatos e patrões tenham mais importância que os direitos trabalhistas estabelecidos na CLT. Isso ameaça a garantia do direito de férias, 13° salário, horas extras, dentre outros. Permitir que o acordado tenha mais valor do que a lei é o fim da CLT, o resultado disso será a retirada de direitos de milhões de trabalhadores.

Outro ataque aos direitos trabalhistas é a ampliação sem limites da terceirização pela PLC 30/2015. Essa ampliação significa aumentar as contratações com salários mais baixos, condições precárias de trabalho e até mesmo sem direito algum.

Com a Reforma da Previdência, a idade mínima para aposentar será de 65 anos, tanto para homens quanto para mulheres, sejam trabalhadores da cidade ou rurais. Será necessário trabalhar mais para poder um dia se aposentar. Além disso, os valores das aposentadorias serão reduzidos, já que não serão mais reajustados de acordo com o valor do salário mínimo.

O governo Temer pretende atacar a saúde e a educação, os direitos trabalhistas e a aposentadoria para transferir mais dinheiro para o pagamento de juros da dívida pública. Ou seja, age contra nós para pagar os juros de uma dívida que beneficia os banqueiros, que são os que tem mais poder para mandar no Brasil. Para forçar o governo a recuar, precisamos ampliar nacionalmente as manifestações, o fechamento de rodovias, as paralisações, greves e ocupações.

Greve geral para barrar os ataques!
Fora Temer!