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Construir a greve geral

Essa sexta feira, dia 31, teremos em todo o Brasil uma série de atos contra a política de ajustes do governo Temer. O dia de mobilização é uma das ações de preparo para a greve geral que está sendo convocada para o dia 28 de abril.

Apesar das divergências com as direções sindicais colocadas acreditamos na importância da unidade e a construção da greve pelas bases.

Dia 15 de março demos uma importante demonstração de força da nossa classe, agora é seguir avançando e barrar os ataques dos governos e patrões!

Lutar contra os ataques. Reconstruir a perspectiva socialista revolucionária.

As reformas da previdência e trabalhista, se aprovadas, significarão um enorme retrocesso para a condição de vida e trabalho para a população. Somadas ao PL da terceirização, já aprovado pela Câmara, representam a decisão do governo frente à crise: proteger o lucro dos patrões cortando dos trabalhadores.

Para enfrentar esses ataques do governo nós devemos trazer essa disputa para o campo onde a classe trabalhadora tem força, nas ruas e em seus locais de trabalho.

O legislativo, como todas as esferas do Estado, é corrupto e não deve ter a confiança de nossa classe. Apenas com mobilizações de massa e com uma greve geral que derrotaremos esse governo e seus ajustes.

Recolocar na ordem do dia a necessidade da superação do capitalismo e a luta pelo socialismo também é tarefa de todos nós, principalmente nesta fase de ascenso das lutas. Que no desenrolar da mobilização a classe consiga se organizar e superar as burocracias sindicais, rompendo com o corporativismo e recolocando a luta política contra o capitalismo como horizonte revolucionário.

Articulação dos anarquistas

Sendo assim, como no ato do 15 de março e novamente agora, a Aliança Anarquista chama a todos as organizações anarquistas e militantes independentes, para formarmos um bloco conjunto no ato. É preciso que o anarquismo volte a se colocar na luta da classe trabalhadora e não assista a história passar. Construir o anarquismo classista e revolucionário!

Todos às ruas dia 31!

Unidade revolucionária contra a reforma da previdência

Importantes atos ocorrerão em todo o Brasil contra a reforma da previdência e podem abrir um decisivo período de lutas no país. Mas setores já conhecidos como traidores da classe trabalhadora querem surfar no descontentamento popular para retomar seus lugares de poder. Não podemos permitir!

Em São Paulo, a presença de Lula pode colocar em risco a força da mobilização. A luta contra a reforma da previdência não pode virar um palanque eleitoral! Lula e Dilma aplicaram ataques tão duros à nossa classe como estes que se armam agora e já sabemos quem eles defendem: empresários, banqueiros e empreiteras.

Para não permitir que isso ocorra é preciso que a manifestação esteja preparada e rechasse a figura de Lula. É preciso ter coragem de chamar os bois pelos nomes. Traidores são traidores, não importa a máscara que usem.

Chamamos todos os companheiros e companheiras revolucionários para conformarem blocos organizados no ato. Convidamos as organizações anarquistas, como a OASL, para que possamos formar um bloco conjunto e deixar claro que eleição é farsa!

Mas reiteramos: apenas a oposição no ato não basta. É preciso que esse combate contra as organizações pelegas e burocráticas seja feito na base, junto à classe trabalhadora. Como tarefa central devemos organizar nossa oposição e expor as contradições no cotidiano da luta.

Barrar os ataques não é tarefa só para o dia 15. A luta já se arma há tempos, durará ainda mais e será mais contundente se estivermos lado a lado, ombro a ombro.

Todos às ruas no dia 15!
Por uma mobilização independente de governos e patrões!

8 de março: Dia de Luta das Mulheres

Ao redor do mundo ataques e retrocessos estão sendo aplicados contra nós. A crise do capitalismo tem tido uma única vítima: as condições de vida dos mais pobres. Contra as demissões, arrochos e perdas de direitos estão eclodindo lutas em todos os continentes. O cenário parece ser de colapso. Enquanto alguns querem manter seus privilégios e sua riqueza, outros se levantam contra as injustiças. Deste conflito, impossível de ser conciliado, precisamos construir nossas vitórias. O ano de 2017 deverá ser um marco: precisamos reconstruir a força da esquerda socialista para que seja possível reverter este cenário assustador.

Eles nos atacam e nós dizemos não!

Nos Estados Unidos entre os inúmeros ataques encabeçados pelo governo Trump está a retirada de verbas do programa Planned Parenthood – programa que promove educação sexual, planejamento familiar, e acesso ao aborto. Na Polônia, em outubro de 2016, tentaram aprovar um projeto de lei que proibia o aborto e que penalizava mulheres com até 5 anos de prisão caso fizessem este procedimento. Na Rússia, em fevereiro de 2017, foi aprovada uma lei que legaliza algumas práticas de violência doméstica que não causam lesões profundas; hematomas, arranhões e ferimentos superficiais na vítima não serão reconhecidos como crime, mas sim uma “falta administrativa” – o que só banaliza a violência contra mulher e reforça que mulheres são propriedades de seus maridos.

No Brasil o governo Temer lançou uma série de ataques e entre os mais alarmantes para as mulheres está o da reforma da previdência. Tal reforma será um desastre: irá aumentar a idade mínima de aposentadoria e dificultará o acesso à aposentadoria especial, além disso também ignora que a expectativa de vida para os trabalhadores do campo é muito menor do que os trabalhadores urbanos e querem desconsiderar isso igualando os requisitos para todas as categorias de trabalho. Esta reforma também ataca diretamente as mulheres, pois desconsidera a dupla jornada das trabalhadoras que, além do trabalho formal, ainda são as responsáveis pelo trabalho doméstico. Esta reforma propõe uma “igualdade” de critérios que não existe na realidade: é uma falsa ideia de igualdade em uma sociedade desigual.

Nós podemos vencer

Mesmo com todos esses ataques, os últimos tempos também tem sido marcados por grandes manifestações de mulheres. Na Polônia foi organizada uma greve de mulheres inspirada na que aconteceu nos anos 70 na Islândia e estima-se que 100.000 mulheres foram para as ruas vestidas de preto para barrar a criminalização do aborto. Tal manifestação foi vitoriosa e dia 06 de outubro o projeto de lei foi retirado.

Na argentina, após a morte de uma adolescente de 16 anos por traficantes, milhares foram às ruas de preto em um chamado por uma greve geral de mulheres contra o feminicídio. O mote da manifestação “Ni una a menos” (nenhuma a menos) se espalhou por outros países da América Latina que também fizeram manifestações repudiando a violência contra a mulher.

Nos Estados Unidos um dia após a posse de Trump houve a marcha de mulheres que foi a maior manifestação da história dos Estados Unidos. Outros 60 países também tiveram protestos de mulheres contra o Trump. Em meio a este cenário de luta, diversas ativistas norte-americanas, como Angela Davis e Nancy Fraser, fizeram uma convocação para uma greve geral no dia 8 de março.

Por um 8 de março que seja um marco na luta das mulheres

O significado do 8 de março está em constante disputa. A mídia tenta esconder seu histórico de luta aproximando-o a romantizações sobre o que é ser mulher. Distribuição de flores e cosméticos tentam ocultar a mobilização das operárias russas que em 8 de março de 1917 abriram caminho para o processo da Revolução Russa na luta contra as mazelas do capitalismo.

No ano do centenário da revolução russa o cenário para os trabalhadores e trabalhadoras é alarmante. Em meio a tantos ataques, desemprego, arrocho salarial, perda de direitos e avanço da repressão, cabe a nós tornar o 8 de março de 2017 um marco na retomada da luta das mulheres contra o capitalismo.

Contra os ataques e retrocessos: mulheres organizadas e em luta!

Fazemos um chamado a todas as mulheres lutadoras para que tomem as ruas na próxima quarta-feira e façam com que o 8 de março erga a luta contra a reforma da previdência e retome as mobilizações de nossas bandeiras históricas pela legalização do aborto e fim da violência contra a mulher.

Em São Paulo convocamos as companheiras para que se somem ao ato que será realizado às 16h no MASP em unidade com os professores estaduais: para este mesmo dia a APEOESP convocou uma assembleia com indicativo de greve. Em um momento de intensos cortes salariais, sucateamento, privatizações e demissões em massa é fundamental que as lutas se integrem cada vez mais. Composta em sua maioria por mulheres, a categoria dos professores deverá encarar um cenário muito difícil para a luta e precisará ser cercada de toda a solidariedade de classe. Infelizmente o ato de mulheres, convocado pela CUT e outras organizações, não se somará nesta mobilização. Referendemos o eixo decidido nas reuniões organizativas do 8 de março em São Paulo: as palavras de ordem expressas em “Aposentadoria fica, Temer sai! Paralisamos pela vida das mulheres” é o espírito que deve nos guiar nas lutas do próximo período, mas defendemos que o espírito também precisa ser de unidade e construção coletiva. Este 8 de março será só uma das batalhas que precisaremos estar presentes e fortes. Todas à luta!

Contra a reforma da previdência!
Pela legalização do aborto!
Nenhuma a menos, basta de violência contra as mulheres!
Se nossas vidas não importam que produzam sem nós!
Toda força para o Dia Internacional de Luta das Mulheres!

Unidade de ação para barrar os ataques do governo Temer!

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   Após o impeachment, os atos “Fora Temer” podem superar a defesa pela volta do PT à presidência, mas para que isso aconteça é necessário impulsionar nos atos a luta contra os ataques do governo Temer. Para desestabilizar esse governo a fim de dificultar e até impedir que execute os seus ataques, como a reforma trabalhista e da previdência, é estratégico desde agora intervir nesses atos e disputá-los. Intervir não no sentido de defender a volta de um governo petista, mas de intensificar a luta por nossas condições de trabalho, estudo, moradia, dentre outras condições de vida e iniciar a queda do atual governo com a força da classe trabalhadora. Para fazer isso, é necessário que a esquerda tenha unidade de ação, organize grandes mobilizações e caminhe rumo a uma forte greve geral que pare o Brasil. A Aliança Anarquista é contra a proposta de eleições diretas ou gerais como solução para a crise política, contra a defesa ao retorno do PT que as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo e demais petistas estão fazendo, e discorda de algumas avaliações sobre a repressão policial. Apesar destas divergências e de nos opormos ao petismo, entendemos que é necessária a unidade de ação para impor derrotas ao atual governo. Assim sendo, convocamos a esquerda combativa para intervir desde já nos atos “Fora Temer”.

   O impeachment NÃO foi um golpe. Foi um processo ocorrido dentro das regras (legais ou não) do jogo da democracia burguesa. Por isso, não foi um ataque à essa democracia, mas uma demonstração explícita de como ela funciona. Sendo o julgamento justo ou não, tratou-se apenas de uma decisão política: a burguesia se uniu para, por meio dos seus representantes, retirar um governo e colocar outro com mais capacidade para promover seus interesses enquanto classe. Além disso, ter colocado na presidência alguém que não foi eleito por eleições diretas também não é um golpe: Temer era vice-presidente e a regra do jogo é que ele assuma, visto que Dilma foi obrigada a sair. A intervenção da esquerda combativa nos atos também é necessária para desmistificar o discurso de golpe, propagandeado com a finalidade de auxiliar uma possível volta de Lula em 2018 (ou antes, caso sejam antecipadas as eleições diretas).

   “Diretas já” ou eleições gerais não resolverão a crise política. Ambas situações teriam como resultado Lula ou um candidato da velha direita na presidência. No caso das eleições gerais, reivindicada por parte da esquerda, os eleitos pertenceriam em sua maioria aos partidos da ordem, como o PMDB, PT e PSDB. Portanto, somos contra reivindicar novas eleições. Em vez disto, propomos que a esquerda impulsione, se aproveitando dos atos que estão ocorrendo, um movimento de massas comandado pela classe trabalhadora, a fim de derrubar o governo atual. Somente por meio deste movimento poderemos ter, além da queda, um salto de qualidade em nossos métodos de organização e mobilização, possivelmente nos preparando para lutar contra o próximo governo.

   Os gestores do Estado Capitalista querem impor uma situação de estabilidade para poder governar, e para isso utilizam-se da repressão jurídica, como a lei anti-terrorismo, e militar. As manifestações que vem acontecendo nos últimos dias estão trazendo novamente à tona discussões muito importantes para a esquerda sobre o papel da polícia e a repressão contra manifestantes. Sobre isso é importante ressaltar que as ações violentas da polícia não servem para comprovar um estado de exceção, mas para lembrar que a tarefa central desta instituição é justamente usar de todos os recursos possíveis, como a violência física, para manter a exploração e a opressão. Portanto, não podemos ser inocentes e acreditar que a violência policial está condicionada a qualquer comportamento dos manifestantes. Assim, repudiamos qualquer apoio à polícia e demais forças repressivas, tal como a tentativa de delatar e expulsar manifestantes taxados de Black Bloc. Devemos resistir a repressão de maneira coesa e organizada, o que novamente só pode ser feito com unidade.

   Pela unidade de ação, a esquerda deve intervir desde já nos atos “Fora Temer” com o objetivo de impulsionar a defesa aos ataques que serão desferidos contra a classe trabalhadora. Precisamos barrar a reforma trabalhista e da previdência, os cortes na saúde e na educação, combater o desemprego, a privatização e a terceirização, entre outras degradações às nossas condições de vida. Para que isso seja possível, devemos começar imediatamente a organização de um movimento de massas comandado pela classe trabalhadora e rumo à greve geral.

Greve geral para barrar os ataques!
Fora Temer!

Porque estamos compondo o Bloco de Lutas SP

* O motivo de estarmos no Bloco, e porque as outras organizações anarquistas de SP também deveriam compor

A luta contra o aumento das tarifas de ônibus, trem e metrô não se limita a questão do transporte de massas; o 3,80 significa um encarecimento no custo de vida de todos os trabalhadores da grande São Paulo e, conseqüentemente, um ataque geral asnossas condições de vida. O aumento da passagem impacta diretamente no conjunto da classe trabalhadora e sua juventude, possuindo potencial de agregar, e de fato agregando, trabalhadores e jovens de diversos lugares. Muitos destes organizados das mais diversas maneiras – coletivos, movimentos, correntes, partidos, grupos de afinidade etc.

As jornadas de lutas contra o aumento sempre tiveram como ator um leque bastante diverso de ativistas e organizações – isto desde muito antes de junho de 2013. A formação de Blocos de Lutas no formato de frente amplas acontecem e aconteceram em muitos lugares – como Rio de Janeiro, Porto Alegre, Goiânia, e mesmo São Paulo em muitos anos. É evidente que estas frentes possuem suas especificidades, e mesmo suas limitações e êxitos distintos, mas todas ao menos se colocaram como fóruns de debate e deliberação de ações em comum abertos a participação de qualquer pessoa envolvida na luta contra o aumento.

Nós da Aliança Anarquista entendemos que a luta contra o aumento possuí um potencial aglutinador e unificador que deve ser organizado através de fóruns amplos. Pois a unidade tática neste embate entre os mais diversos setores de estudantes e trabalhadores pode ser decisiva. Mas não só, entendemos que forjar a aliança entre as forças combativas e classistas da juventude e dos movimentos dos trabalhadores é importante tarefa colocada neste momento da luta de classes. Esta unidade na luta contra o aumento pode ser peça fundamental neste combate, mas também, um passo no sentido de nos organizarmos para resistir aos ataques gerais que nos aguardam – como a lei anti-terror, PL da terceirização, reforma da previdência, privatizações, demissões, corte de direitos, arrocho. Somente um movimento massivo e radicalizado da classe trabalhadora em unidade com sua combativa juventude, estará a altura dos desafios deste período.

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| Porque os anarquistas devem compor o Bloco de Lutas SP |

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Organizar a luta contra o Aumento da Tarifa!

O novo ano começa com ataques dos mais diversos governos – seja do PT, seja do PSDB, ou do PMDB.

O aumento da tarifa já foi anunciado em pelo menos 18 cidades do país. Unidos contra a população, os estatistas tentam empurrar mais um aumento de despesa para os trabalhadores, precarizando cada vez mais a vida da nossa classe, a qual é sempre o alvo das medidas de austeridade. Não iremos cair na conversa fiada de que o aumento está abaixo da inflação – pois o custo da tarifa já é abusivo. Com os aumentos absurdos em todos os preços, dos alimentos à mobilidade, a piora nas condições de vida dos trabalhadores avança cada vez mais rápido e agressivamente. Ou seja, tudo aumenta mas o salário fica defasado, agravando as já precárias condições de vida do trabalhador.

O aumento nunca é revertido em reajuste de salários de trabalhadores do transporte – seja rodoviário, seja metroviário ou ferroviário – nem em melhoras na infraestrutura. Então, para onde vai esse dinheiro? Diretamente para o o bolso dos grandes empresários do transporte que andam de mãos dadas com os governos. Os mesmos que arrocham nossos salários e que agora tentam nos fazer pagar pela crise que eles criaram.

É preciso responder aos ataques com muita luta e organização!

Nesse sentido, reforçamos a convocação do Sindicato dos Metroviários (SP) da Plenária de trabalhadores contra o aumento da tarifa, e também os chamados para atos de rua em São Paulo, Belo Horizonte, Uberlândia entre outras, nesta sexta-feira 08 de janeiro.

Todos à plenária de trabalhadores!
Unidade da classe e luta na rua contra o aumento!

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Plenária de trabalhadores contra o aumento:https://www.facebook.com/events/447480528795647/
Ato SP: https://www.facebook.com/events/1533256686986187/
Ato BH: https://www.facebook.com/events/966537970107803/
Ato Uberlândia: https://www.facebook.com/events/1532740800373614/
Ato Campinas: https://www.facebook.com/events/1025032750892383/

contra-o-aumento3

Todos ao ato do dia 18.setembro!

Organizar a revolta, defender a classe e desestabilizar a democracia dos capitalistas!
Construir em unidade a luta contra as investidas do Estado e da patronal!
Todos às manifestações do dia 18 de setembro!

marcha nacional

Trabalhadores aos piquetes! Unidade e luta no dia 29.05 contra os ataques à nossa classe!

“A classe trabalhadora tem de aprender, que seu poder não está na força do voto, mas na capacidade de parar a produção” (Voltairine de Cleyre )

Junto à intensificação da crise econômica, tem-se dado de forma cada vez mais intensa os ataques dos governos e capitalistas aos salários, empregos e direitos conquistados pelos trabalhadores com décadas de muita luta. Nossos inimigos de classe vêm se utilizando das mais variadas táticas e estratégias afim de achatar a massa salarial, prejudicando diretamente a nossa qualidade de vida.

Arrochos salariais, demissões, lay-offs, aumentos exorbitantes nas tarifas de luz, água, ônibus, metrô, precarização do Seguro Desemprego, e o coroamento de toda essa onda de ataques: o PL 4330 (agora PLC 30), que permite tanto a terceirização de toda e qualquer atividade de uma empresa, quanto que empresas terceirizadas terceirizem suas próprias atividades.

Se lembrarmos que os trabalhadores terceirizados tem uma jornada em média 3horas a mais por semana, recebem salários 24% menores, são mais rotativos, além de que 4 em cada 5 acidentes de trabalho fatais são de terceirizados, não é exagero algum caracterizar este ataque como o mais brutal das últimas décadas.

O PL da terceirização não pode passar de maneira alguma. Somente um levante unificado da classe trabalhadora será capaz de barrar estes ataques. Somos nós que tudo produzimos, somos nós que garantimos a manutenção da vida em sociedade. A classe trabalhadora unificada e em luta é capaz de tudo, pois sem nosso trabalho, nada funciona. Por isso, nós da Aliança Anarquista conclamamos a todas e todos trabalhadores a fazerem o máximo possível para aderirem à paralisação do dia 29/05, assim como participarem dos piquetes, bloqueios de rodovia, e manifestações de rua. Urge demonstrarmos coesão e disposição à luta paralisando o funcionamento normal da sociedade forçando nossos inimigos a recuarem.

Ainda que o dia 29/05 esteja sendo chamado também por centrais sindicais governistas e burocráticas, se ausentar desta batalha é – além de uma forte demonstração de sectarismo – correr o risco de perder o bonde da história, colocando-se à margem da luta de classes como ela realmente existe e tem se desenvolvido, com todas as suas contradições e limites. Não temos nenhuma dúvida acerca do papel nefasto que o governismo, com sua tendência à conciliação de classes e o burocratismo têm para nós trabalhadores, mas é somente participando e disputando o movimento real da classe trabalhadora que seremos capaz de intensificar e expor as insuperáveis contradições entre os interesses dos governos e seus burocratas, dos interesses da classe trabalhadora em seu conjunto. É compondo ombro a ombro com nossos irmãos trabalhadores em luta, que mais rapidamente colocaremos em cheque a posição insustentável daqueles que dizem defender os interesses de nossa classe, mas que se colocam ao lado dos governos – seja lá quais eles sejam.

Trabalhadores aos piquetes!

braços

Todos ao ato dos professores de São Paulo!

Esta sexta-feira, professores do Estado de São Paulo, voltam às ruas na luta contra o arrocho salarial!

Declaramos todo nosso apoio aos camaradas que ousam lutar!

ato profs