COMBATER O FASCISMO: participar das lutas da classe trabalhadora

Neste sábado ocorrerão em algumas cidades do Brasil a “Marcha Antifascista”. Escrevemos este breve panfleto, sobre algumas das tarefas dos revolucionários que querem combater as posições de extrema-direita. Reforçamos que o combate ao avanço das posições de ódio deve ser feito de dentro da luta da classe trabalhadora em conjunto. Somente a força da nossa classe poderá derrotar o fascismo e suas variações.

A Marcha Antifascista de 2017 insere-se em um contexto claro. Há uma crise econômica em todos os cantos do mundo. Em cada país ela aparece de uma forma específica, mas há pontos em comum: são os trabalhadores as únicas vítimas das medidas de austeridade. A vida está ficando cada vez mais sofrida para bilhões de pessoas e cada uma delas precisa urgentemente de uma solução para seus problemas. Cada uma dessas pessoas depende de um salário para viver de forma digna e quando estes são cortados, o desemprego aumenta e o preço de tudo não para de subir a preocupação que não sai da cabeça é “como vou conseguir sobreviver? como as pessoas que eu amo vão sobreviver?”. Quem der a melhor resposta, ganha o jogo. Não podemos deixar que o discurso da extrema direita nos engane e pareça como a melhor resposta. Reconstruir, lado a lado com a classe trabalhadora, a possibilidade da revolução socialista libertária é a única saída possível para combater o fascismo. Avante antifascistas! À luta!

Quais são as tarefas daqueles que combatem o fascismo?
– Disputar a consciência: precisamos estar presentes nos locais de organização da classe trabalhadora e fazer um embate duro contra as ideias da extrema direita. Precisamos ter muita firmeza em nossas posições, mas sem deixar de ter atenção e cuidado ao apresentar as ideias aos outros. Não falamos aqui para negociar e tentar convencer a burguesia de nada – com eles não há diálogo e nem negociação possível. Mas as ideias de extrema direita penetram entre os trabalhadores e cada um de nós deve ser uma barricada contra essa ofensiva.

– Construir a solidariedade de classe e o internacionalismo: em meio ao desemprego crescente as ideias xenófobas encontram terreno fértil. Querem a todo custo nos fazer acreditar que a culpa da crise é daqueles que fugindo da miséria vieram de outros países para cá. Nossos inimigos não são aqueles que sofrem em outros lugares aquilo que estamos sofrendo aqui. Nossos inimigos são os que nos atacam para que possam manter seus lucros. Explorados de todo o mundo precisam se unir contra os exploradores de todos os lugares. Acolher os refugiados, criar comitês de solidariedade aos trabalhadores e suas famílias, unir nossas forças contra o inimigo em comum.

– Definir quem são os aliados e os inimigos: é preciso avançar no combate ao racismo e à homofobia. Políticas de ódio tendem a aumentar em cenários de crise. Sem um horizonte socialista as pessoas passam a ver inimigos onde deveriam ver companheiros de classe e de luta. Enquanto a classe dirigente persegue e ameaça homossexuais (como no caso da Chechênia) nós precisamos fazer o caminho contrário e sermos as barricadas de defesa desta população. No Brasil o índice de assassinatos e suicídio de LGBTs é alarmante. Seremos a fortaleza de defesa dos nossos companheiros, e precisamos combater cotidianamente o racismo, machismo e lgbtfobia.

– Recolocar o socialismo revolucionário em pauta: a população, cansada de sofrer, busca pela saída possível para a crise. A extrema direita apresenta um projeto político que promete futuras melhorias e ganha as mentes e corações daqueles que já não sabem mais para onde correr. Enquanto isso os reformistas apresentam o mesmo projeto falho que já se mostrou-se insuficiente. A proposta do socialismo revolucionário está tão distante das pessoas que essa não parece mais a saída possível. É nossa tarefa urgente retomar a agitação e propaganda da necessidade de uma revolução socialista para que as mazelas que sofremos seja extinta pela raiz.

– Auto-defesa e um programa de lutas: não há mais ilusões sobre o acirramento da luta de classes. A polarização entre direita e esquerda cresce à medida que a crise se torna mais aguda. Organizar a auto-defesa é fundamental, mas acima de tudo essa ação precisa ter um objetivo e um rumo ou giraremos em círculos. Preparar um programa de lutas, com as tarefas e meios necessários para alcançarmos nossos objetivos de curto, médio e longo prazo é o coração da luta antifascista. Não podemos perder mais nenhum minuto nos isolando. Somente através da luta organizada e coletiva é que teremos a força necessária para dar fim aos nossos sofrimentos pondo fim nos privilégios dos ricos e patrões.

Organizem-se!
Temos uma tarefa histórica a cumprir, e sozinhos seremos massacrados.
Toda força à construção coletiva desde às bases.
Combater o fascismo, a extrema direita e romper com o individualismo
Reerguer a bandeira socialista revolucionária!

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