1° de maio

1° de maio na Paulista!

1 ano de Aliança Anarquista

1 DE MAIO

Todo apoio à greve geral dos servidores e às ocupações de escolas do RJ!

No último dia 14, uma assembleia da rede estadual de educação decidiu pela continuidade da greve, iniciada dia 2 de março.

Esta greve compõe a greve geral dos servidores do estado, em curso desde o dia 6 de março e deflagrada contra os ataques do governo, como o atraso e parcelamento de pagamentos e as propostas de mudança na previdência do funcionalismo. Somam-se a isso pelo menos 45 escolas ocupadas por estudantes.

TODO APOIO À GREVE GERAL DOS SERVIDORES DO RJ!
TODO APOIO ÀS OCUPAÇÕES ESTUDANTIS!

– Lista de escolas ocupadas: https://www.facebook.com/EscolasRJemLuta/posts/1530810577225431:0

– Mapa das ocupações: www.bit.ly/ocupaescolario

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Os projetos capitalistas diante à crise econômica e política

* Continuação de nossa análise de conjuntura

* I. O véu da crise política *

As movimentações políticas tornaram-se nessas últimas semanas o assunto mais comentado pelas mídias de massa e também nas conversas da maioria da população, afinal em momentos de crise surge a necessidade de apontar uma saída para ela. Em toda essa efervescência política aparecem diversas posições mas predominantemente há uma opinião em comum: a de que vivemos um momento muito complexo.

É justamente essa uma das funções da política no capitalismo; a de levar as determinações da realidade para uma esfera que se aparta da vida material devido a sua complexidade. O campo da politica se pinta como difícil pois seu papel é tomar para si a aparência de algo que ele não é. Porém se notarmos onde e como a realidade é verdadeiramente determinada podemos com facilidade compreender os processos políticos e notar que na maior parte das vezes não passa de um circo para desviar a atenção das massas do que realmente importa.

Outra função importante da política, mais especificamente dos políticos, é a de gerenciar o Estado capitalista para garantir melhores condições para a acumulação e reprodução de capital, afinal os políticos e partidos da ordem estão claramente alinhados com os grandes capitalistas. Exemplos recentes disso são amplamente encontrados na política brasileira. O PPE, efetivamente é a redução de salário o que implica numa maior extração de valor do trabalho desempenhado pelo operário. A tentativa da PL 4330, a terceirização das atividades-fim tem o mesmo objetivo – a de redução de salário – mas, além disso, é um ataque direto a organização sindical por categorias, o que reduz a capacidade de resistência dos trabalhadores. A lei antiterror, pois é essencial que em momentos de crise a classe trabalhadora não avance seu projeto político e se a conciliação não consegue mais frear as lutas, cabe a repressão tanto física quanto jurídica garantir isso. Além destes, poderíamos elencar diversos outros ataques já aprovados nas duas casas congressuais e assinados por Dilma, assim como, muitos que ainda estão em debate.

Tendo em mente essas duas funções que são desempenhadas pelo Estado – a de se assumir como o que ele não é e a de garantir os lucros do grande capital – podemos ver qual o campo que verdadeiramente determina a realidade política, e portanto qual o real caráter da crise que vivemos e o caminho que devemos tomar enquanto revolucionários para avançar nossas pautas. O campo principal da realidade, no limite determinante, é o da produção. A política capitalista se pauta por ela. Os burgueses também. E não há motivo para nós trabalhadores não nos pautarmos igualmente por ela. Pois além de ser por excelência o campo mais importante é lá que, enquanto classe, temos a nossa verdadeira força.

Ao encarar a realidade desse modo e reconhecer a crise política como um reflexo da crise econômica internacional, que agora se transpôs para a periferia do capitalismo a fim de garantir a recuperação dos países centrais, podemos notar dois projetos da classe dominante para a superação desta crise.PT-PMDB 3jpg

* II. O projeto petista de conciliação *

“O novo modelo não poderá ser produto de decisões unilaterais do governo, tal como ocorre hoje, nem será implementado por decreto, de modo voluntarista. Será fruto de uma ampla negociação nacional, que deve conduzir a uma autêntica aliança pelo país, a um novo contrato social, capaz de assegurar o crescimento com estabilidade.” Continuar lendo

Abaixo o despejo do SINTUSP e do SINTUFF!

No dia 6 de abril, a reitoria da Universidade de São Paulo notificou o Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP) que este deve desocupar sua sede – espaço utilizado pelos trabalhadores desde a década de 60 – num prazo de 30 dias.

Os trabalhadores da USP já deram a resposta:
“NÃO SAIREMOS DE NOSSA SEDE E RESISTIREMOS ATÉ AS ÚLTIMAS CONSEQUÊNCIAS!”

Com uma sintonia de se impressionar, a burocracia que gere a Universidade Federal Fluminense (UFF) conseguiu uma liminar com ordem de despejo da sede do SINTUFF, que há 30 anos está dentro da Universidade. O prazo de desocupação se encerra no dia 21 de abril.

Em ambos os casos, a corja burocrática das universidades ameaçam os trabalhadores, seus lutadores e suas respectivas entidades organizativas, com a força policial, caso não aceitem suas absurdas imposições e ataques de maneira submissa e dócil.

Importante salientar que não se trata de ataques isolados aos companheiros sindicalistas da USP e da UFF: são inúmeras as medidas antissindicais e os processos administrativos e judiciais que as burocracias universitárias movem contra os diretores dos sindicatos – sem nos esquecer, é claro, do companheiro Claudionor Brandão, diretor do SINTUSP demitido por motivos políticos em dezembro de 2008.

Não se trata, tampouco, de ataques exclusivos aos trabalhadores da USP e da UFF: com o aprofundamento da internacional crise econômica capitalista e a correlacionada crise política nacional, os grandes capitalistas em conjunto com seus gestores do Estado e diversos burocratas têm realizados uma série de ataques contra os salários, empregos e direitos de nossa classe, assim como, perseguido de todas as maneiras aqueles que ousam lutar e, assim, ousam vencer.

Nós da Aliança Anarquista assinamos em baixo do Manifesto lançado em defesa do SINTUSP, e também a nota pela revogação do despejo do SINTUFF.

Contra o despejo do SINTUFF e do SINTUSP!

Toda solidariedade aos lutadores da USP e da UFF!

* leia e assine a nota contra o despejo do SINTUFF:
http://sintuff.blogspot.com.br/2016/03/contra-criminalizacao-dos-que-lutam.html

* leia e assine o manifesto contra a ordem de desocupação da sede do sintusp:
https://manifestopelosintusp.wordpress.com/

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Solidariedade aos companheiros caídos da LCP, MAB e todos os movimentos de luta do campo!

Os trabalhadores rurais Vilmar Bordim e Leomar Bhorbak do Paraná, e Ivanildo Francico da Silva de Paraíba, não foram os únicos a serem recentemente assassinados por pistoleiros em ações conjuntas com policiais militares e com a conivência da justiça dos ricos, de todos os governo estaduais, e mesmo do governo federal petista, o qual teve, desde o primeiro mandato de Lula, os latifundiários – mandatários destes brutais homicídios – como grandes aliados.

Ainda neste ano de 2016, no dia 23 de janeiro, os companheiros Enilson Ribeiro dos Santos e Valdiro Chagas de Moura foram perseguidos, baleados e mortos – com golpes de pedra que esmagaram suas cabeças – por pistoleiros, em plena luz do dia numa região movimentada da cidade de Jaru, Rondônia. Ambos eram lideranças do Acampamento Paulo Justino, localizado em Alto Paraíso. Enilson, além disso, era coordenador da Liga dos Camponeses Pobres (LCP). Importante lembrar que há menos de um ano, no 1° de maio de 2015, também em Rondônia, o camarada Paulo Justino Pereira, na época presidente da Associação Vladmir Lênin, que organiza trabalhadores rurais na região, fora assassinado a pauladas. Também não podemos esquecer, de Dona Terezinha – liderança da luta pela terra – que há poucos meses fora assassinada com golpes de machado no Assentamento Élico Machado, localizado em Monte Negro, Rondônia.

A repressão não se limita ao Vale do Jamari, tampouco ao estado de Rondônia – governado por Confúcio Moura (PMDB) tendo Daniel Pereira (PSB) como vice – e ao estado do Paraná – governado por Beto Richa (PSDB). Ainda este ano, em 19 de janeiro, em Pedras de Maria da Cruz (norte de Minas Gerais, estado governado por Fernando Pimentel do PT), José Osmar Rodrigues Almeida teve seu crânio fraturado por pauladas ao chegar em casa. José Osmar é irmão do dirigente da LCP Cleomar Rodrigues, que fora assassinato por pistoleiros numa emboscada em outubro de 2014.

Nós da Aliança Anarquista nos solidarizamos com todos os companheiros trabalhadores rurais caídos na luta contra os capitalistas latifundiários. Independente de suas organizações e de divergências, um trabalhador morto em combate é, para nós, um companheiro que deve ser respeitado.

A todos estes trabalhadores assassinados dedicaremos não somente um minuto de silêncio, mas uma vida inteira de lutas!

Abaixo à escalada repressiva no campo!
Viva a luta dos trabalhadores rurais!

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Solidariedade aos trabalhadores sem terra!

Com a polarização política, a repressão perpetuada tanto pela polícia quanto por pistoleiros à serviço dos latifundiários do capitalismo agropecuário tem se intensificado brutalmente. Somente na última semana, três ataques foram desferidos contra trabalhadores, dois deles com vitimas fatais.

No dia 7 deste mês, em Quedas do Iguaçu, ao menos 6 trabalhadores foram feridos e 2 mortos – Vilmar Bordim e Leomar Bhorbak – numa emboscada promovida em conjunto pelo aparato da PM do Paraná com seguranças privados da Araupel.

No dia 6, Ivanildo Francisco da Silva, liderança dos trabalhadores rurais da Paraíba, foi assassinado na frente de sua filha.

Por último, mais de uma centena de famílias foram expulsas do Acampamento Hugo Chávez (Cacaulândia, Roraima). Após, os pistoleiros à serviço dos latifundiários incendiaram o acampamento.

Apesar de nossas divergências com as direções tomadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, certamente nos solidarizamos com estes trabalhadores reprimidos, violentados e assassinados.

Abaixo a repressão!
Toda solidariedade aos trabalhadores rurais sem-terra!

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Solidariedade contra a reintegração da MABE em Hortolândia

No dia 3.04, último domingo, os trabalhadores da MABE em Hortolândia foram reprimidos durante a operação de reintegração de posse na ocupação que mantinham desde fevereiro contra a demissão de cerca de 2 mil operários quando a empresa decretou falência. A negociação que estava sendo levada na Justiça sobre o fim da ocupação foi atropelada pela empresa em ação conjunta com a PM, lançando mão de helicóptero, bombas, sprays de pimenta e soldados de rapel. Com auxílio da segurança privada, bate-paus contratados pela MABE e a polícia militar expulsaram os trabalhadores de dentro da fábrica, onde tiveram de deixar seus pertences.

Em resposta a isso, está sendo mantido um acampamento na portaria da fábrica, para que as operações da empresa (que reabriu sob outro CNPJ para continuar funcionando com menos trabalhadores) sejam paradas.

Essa ação contra a ocupação dos trabalhadores da MABE é um exemplo de como o acirramento da crise econômica vem aumentando o acirramento da luta entre patrões e empregados. Empregos e salários ameaçados geram cada vez mais necessidade de luta, e os companheiros que hoje permanecem ocupados nos portões da MABE sabem disso. A repressão policial testemunhada nesse domingo é o medo dos grandes capitalistas, seu principal meio de nos manter calados frente a essa exploração e esses roubos a que nos sujeitam principalmente durante a crise.

Todos apoio aos trabalhadores da MABE!
Contra a repressão!
Não aceitaremos demissões!
MABE caloteira!

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+ infos: http://www.metalcampinas.org.br/

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Seminários Anarquistas #14: Debate entre Malatesta e os plataformistas

Terça, 05.04 às 18h
na sala 113 do Prédio do Meio (Filosofia e Ciências Sociais), FFLCH-USP.
evento: https://www.facebook.com/events/505850152937698/

O texto debatido será a A Plataforma – um dos documentos que consideramos como base de nossa organização.

A apresentação será realizada por Amanda Monteiro, da Aliança Anarquista

Participe!

PdF da Plataforma + O Velho e o Novo no Anarquismo (Piotr Arshinov):
http://l.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Falianca-anarquista.org%2Fwp-content%2Fuploads%2F2016%2F02%2FAlianca-I-Plataforma-e-Arshinov.pdf&h=zAQEHbLB0

Uma das formações mínimas de nossa organização

debates

 

Aliança Anarquista no Rio de Janeiro

É com bastante alegria que comunicamos a expansão de nossa organização para o Rio de Janeiro – Estado que concentra mais de 16 milhões de habitantes.

Contamos já com militância orgânica neste e planejamos ter um núcleo consolidado no curto-médio prazo.

Compreendemos esta expansão como importante passo rumo ao nosso objetivo de agrupar militantes combativos de nossa classe ao redor de um partido de abrangência nacional, orientado por um programa de cunho anarquista revolucionário.

Aproveitamos para reforçar o chamado a todos os trabalhadores – fluminenses ou não – comprometidos com a causa de nossa classe, a se somarem a nós neste imenso desafio: recolocar o anarquismo no cerne da luta classista.

Viva o anarquismo revolucionário!
Avante companheiros!

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Contra os ataques dos capitalistas e seus governos!

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* apontamentos sobre a conjuntura e estratégia

Nas últimas semanas a disputa ao redor da cadeira executiva do governo federal tomou novas proporções. Impulsionada por uma sucessão frenética de acontecimentos, ganhou capas de jornais, virou manchetes de noticiários e centro de debates não somente entre militantes, mas da população em geral. As pessoas passaram a se sentir impelidas a se informar, discutir e fazer algo sobre os últimos eventos. Mas diante dessa ânsia, dois equívocos principais têm sido recorrentes – tanto das pessoas que se interessaram por política recentemente, quanto dos militantes e partidos de esquerda – dificultando um posicionamento mais preciso e efetivo da classe trabalhadora. Não à toa esta não tem conseguido responder de maneira independente não só a essa questão pontual, mas a muitos outros ataques que lhe tem sido desferidos.

A vontade de resistir e agir são evidentes: o número de greves aumenta a cada ano e paralisações nacionais contra os ataques foram realizadas dentro das suas possibilidades, ao passo que nos últimos tempos fábricas são ocupadas. No entanto, também é nítida a ausência de uma resposta de conjunto dos trabalhadores enquanto classe. Ao seguir focados na disputa em jogo pela presidência, grande parte das pessoas e mesmo da oposição à esquerda ao petismo, não tem conseguido sair do campo da falsa polarização criada pelos dois lados da mesma moeda: o petismo e a oposição capitalista de direita. Com isso, perdem-se cada vez mais no turbilhão de acontecimentos e caem assim no primeiro equívoco frente à atual conjuntura: tomar o lado de um dos setores que disputam a gestão do Estado capitalista em detrimento do fortalecimento da organização independente da classe trabalhadora.

| Petismo e a oposição de direita são opções? |

A cada dia cresce o número de partidos de esquerda que, perdidos entre o petismo e a oposição de direita, acabam por escolher entre uma das “opções”, ao mesmo tempo em que se esforçam para dar roupagem “revolucionária” às bandeiras evidentemente capitalistas hasteadas de ambos os lados.

Os que optaram por orbitar ao redor do petismo apresentam dois argumentos para embasar a sua posição: primeiro afirmam que há em curso um golpe contra a democracia do empresariado; segundo ressaltam que a luta é contra esse golpe e que a aliança (ou apoio velado) com o petismo é pontual, feita inclusive com duras críticas à sua política tanto à frente do governo, como nos movimentos sindicais, estudantis e populares. Já os que pregam por uma aliança pontual com o outro lado da burguesia – a oposição de direita à Dilma – dizem que assim o Estado burguês será desestabilizado, ao mesmo tempo em que será barrada a possibilidade do ascenso de um governo populista/protofascista/bonapartista centrado em Lula. Continuar lendo