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Viva a greve de metalúrgicos da Chery contra as demissões de terceirizados!

Os ataques que os trabalhadores da Chery vêm sofrendo não são de hoje: a luta contra a terceirização de atividades fim na fábrica já vem desde o ano passado. Vale lembrar que esta prática ainda é proibida por lei – graças à organização e a luta unitária de diversas categorias contra o PL 4330 da terceirização.

Os trabalhadores aguardavam negociação com a diretoria da montadora, mas a resposta que eles tiveram foi a demissão de todos os terceirizados sem aviso prévio.

A greve, portanto, se mostra como a única opção contra a brutalidade dos ataques ao emprego; mais uma vez a classe se organiza mostrando que nenhuma demissão vai passar!

Todo apoio à greve dos metalúrgicos da Chery!
demitiu, PAROU!

cherryy

Solidariedade à greve de metalúrgicos da Heatcraft!

Os cerca de 320 trabalhadores metalúrgicos da empresa de peças de refrigeração Heatcraft, localizada em São José dos Campos, entraram, hoje (30.10.2015), no seu terceiro dia de greve.

100% da produção está paralisada*.

A patronal tem se recusado a abrir negociação com a categoria e quer intransigentemente impor um reajuste de 9,88% em duas parcelas. Os trabalhadores, por sua vez, reivindicam 13,59%, além de reajuste no vale-compras que está defasado há três anos*.

ABAIXO O ARROCHO SALARIAL!
TODO APOIO À GREVE DE OPERÁRIOS DA HEATCRAFT!

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*fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região

18.setembro: Tomar as ruas contra os ataques à classe trabalhadora!

Neste ano de 2015, diversos ataques às condições de vida dos trabalhadores veem sendo colocados em prática. Demissões, arrocho salarial, perda de direitos tornaram-se ameaças e realidades cotidianas. Como resultado tivemos, por um lado, a manutenção das taxas de lucro dos grandes capitalistas – com destaque aos resultadoshistóricos alcançados por bancos como Itau e o Bradesco – e por outro, crescimento da quantidade de desempregados, achatamento da massa salarial além de restrições ao Seguro Desemprego e outros direitos.

Além dos ataques centrados na questão do trabalho, o recrudescimento da crise capitalista também é acompanhado pela intensificação da repressão tanto contra os trabalhadores organizados que resistem ao rebaixamento de suas condições de vida, quanto contra os setores mais pobres e marginalizados da sociedade brasileira. A Lei Antiterror assim como a PL 6268/09 – que torna crime manifestações de rua – são iniciativas políticas que caminham na direção de um regime cada vez mais repressor com seus contestadores. Já as constatantes chacinas, os novos recordes de assassinatos cometidos por policiais, e o crescimento da população carcerária, são demostrativos da guerra que o Brasil tem promovido contra a população pobre que aqui habita. É este o Estado-nação campeão mundial em homicídios cometidos por forças policiais.

| Unificar as lutas para vencer a guerra! |

Frente a destruição do padrão de vida – ou mesmo da própria vida – trabalhadores têm se levantado nas mais diversas trincheiras da luta de classes. Greves estouram contra demissões massivas e contra arrochos salariais. Prédios estatais são ocupados contra cortes de direitos. Barricadas são erguidas e ruas são tomadas contra as execuções nas periferias. Todas estas batalhas são de suma importância para a classe trabalhadora. Todas estas batalhas demonstram que sempre haverá resistência, que a luta de classes não chegou ao seu fim. Também é na própria luta que os trabalhadores fortalecem suas organizações, se compreendem enquanto classe, e percebem o poder que possuem.

tomar as ruas

Entretanto, ainda que tenhamos algumas vitórias parciais, faz-se necessário reconhecer que, por enquanto, nós trabalhadores estamos perdendo esta luta – não temos conseguido evitar os mais diversos ataques, apenas atenuá-los.

A fim de alterarmos a atual correlação de força entre nós trabalhadores e nossos inimigos de classe – grandes capitalistas e os mais diversos gestores do Estado-nação Brasil – compreendemos que é urgente avançarmos na unificação das lutas, assim como na radicalização dos métodos. Somente superando a fragmentação de nossa classe em categorias, unificando os diversos focos de resistência e avançando na direção de construirmos ações nacionais unitárias – especialmente paralisações e a greve geral – que conseguiremos derrotar esta onda de ataques.

Por isto, convocamos todas e todos a participarem tanto o ato nacional do dia 18, que se realizará em São Paulo e tem como eixo principal a luta contra diversos gestores do Estado capitalista, suas políticas de austeridade e em defesa da construção de um campo independente da classe trabalhadora, quanto do Encontro Nacional de lutadores do dia 19 – que deverá ter como tarefa organizar os próximos passos rumo às paralisações nacionais, à greve geral e à uma mobilização que não queira apenas trocar o nome de quem ocupa a cadeira da democracia capitalista, mas que seja uma mobilização concreta com viés revolucionário! E para que esta tarefa seja cumprida, é fundamental a participação – no ato e na plenária – de todos os setores combativos da classe trabalhadora.

Organizar a revolta, defender a classe e desestabilizar a democracia dos capitalistas!
Construir em unidade a luta contra as investidas do Estado e da patronal!
Todos à manifestação do dia 18 de setembro!

(Manifestação: 17h no Vão do MASP, em São Paulo, concentração a partir das 15h.
Encontro Nacional de lutadores: 10h às 18h noSindicato dos Metroviários de São Paulo – Rua Serra do Japi 31, Tatuapé)

Todos ao ato do dia 18.setembro!

Organizar a revolta, defender a classe e desestabilizar a democracia dos capitalistas!
Construir em unidade a luta contra as investidas do Estado e da patronal!
Todos às manifestações do dia 18 de setembro!

marcha nacional

Formar um bloco Sindicalista Revolucionário na CSP-CONLUTAS

* Carta aberta à Resistência Popular (RP), ao Fórum de Oposição pela Base (FOB) e a todos os trabalhadores militantes sindicalistas classistas e combativos

A intenção deste comunicado é convocar os companheiros sindicalistas organizados tanto no FOB quanto na RP – ou mesmo militantes independentes outros – a debater uma plataformacomum a fim de conformarmos uma frente sindicalista revolucionária na CSP-CONLUTAS. Isto devido a três pontos: (1) articularmos um bloco é uma estratégia adequada a fim de potencializarmos nossas intervenções em espaços mais amplos dos trabalhadores, rompendo assim com nosso cômodo isolamento em nossas próprias correntes; (2) a luta de classes impõe a necessidade de compormos e disputarmos organizações da classe trabalhadora das mais diversas escalas e dimensões; (3) a CSP é, hoje, o principal polo de reorganização da classe trabalhadora à esquerda e por fora da moribunda CUT, e é a única organização sindical de amplo porte que possui o potencial de efetivamente unir os trabalhadores contra os ataques dos capitalistas e estatistas que se intensificam com o acirramento da crise econômica e política.

Um ponto outro, que possuí caráter programático, é o da unidade na luta entre as diversas correntes componentes dos movimentos organizados da classe trabalhadora – todo e qualquer sectarismo na ação é um enorme atraso para a causa de nossa classe, e serve somente aos interesses do capital e do Estado. Marchando ombro a ombro e golpeando como um só punho unificado, seremos imbatíveis.

bloco sindicalista

| A necessidade de nos movimentarmos em todas as dimensões da luta de classes |

É absolutamente imprescindível que militantes orientados por um programa revolucionário de horizonte anarquista disputem as mais diversas dimensões da luta de classes – devemos estar presentes seja nas lutas cotidianas contra as arbitrariedades e abusos cometidas pelos chefetes nos locais de trabalho e estudo, seja na resistência contra as incessantes tentativas de impor arrocho salarial e precarização realizada pelas patronais na escala das categorias profissionais, ou mesmo na defesa contra os ataques gerais à classe trabalhadora perpetuados especialmente pelos diferentes governos do Estado-nação. Abrir mão de intervir e disputar qualquer um destes espaços é tanto abandonar nossos companheiros trabalhadores à própria sorte, quanto condenar a prática militante às limitações e fraquezas. Sem articular-se de maneira ampla, mesmo a luta mais pontual, local e corriqueira, terá sua potência diminuída.
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