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18.setembro: Tomar as ruas contra os ataques à classe trabalhadora!

Neste ano de 2015, diversos ataques às condições de vida dos trabalhadores veem sendo colocados em prática. Demissões, arrocho salarial, perda de direitos tornaram-se ameaças e realidades cotidianas. Como resultado tivemos, por um lado, a manutenção das taxas de lucro dos grandes capitalistas – com destaque aos resultadoshistóricos alcançados por bancos como Itau e o Bradesco – e por outro, crescimento da quantidade de desempregados, achatamento da massa salarial além de restrições ao Seguro Desemprego e outros direitos.

Além dos ataques centrados na questão do trabalho, o recrudescimento da crise capitalista também é acompanhado pela intensificação da repressão tanto contra os trabalhadores organizados que resistem ao rebaixamento de suas condições de vida, quanto contra os setores mais pobres e marginalizados da sociedade brasileira. A Lei Antiterror assim como a PL 6268/09 – que torna crime manifestações de rua – são iniciativas políticas que caminham na direção de um regime cada vez mais repressor com seus contestadores. Já as constatantes chacinas, os novos recordes de assassinatos cometidos por policiais, e o crescimento da população carcerária, são demostrativos da guerra que o Brasil tem promovido contra a população pobre que aqui habita. É este o Estado-nação campeão mundial em homicídios cometidos por forças policiais.

| Unificar as lutas para vencer a guerra! |

Frente a destruição do padrão de vida – ou mesmo da própria vida – trabalhadores têm se levantado nas mais diversas trincheiras da luta de classes. Greves estouram contra demissões massivas e contra arrochos salariais. Prédios estatais são ocupados contra cortes de direitos. Barricadas são erguidas e ruas são tomadas contra as execuções nas periferias. Todas estas batalhas são de suma importância para a classe trabalhadora. Todas estas batalhas demonstram que sempre haverá resistência, que a luta de classes não chegou ao seu fim. Também é na própria luta que os trabalhadores fortalecem suas organizações, se compreendem enquanto classe, e percebem o poder que possuem.

tomar as ruas

Entretanto, ainda que tenhamos algumas vitórias parciais, faz-se necessário reconhecer que, por enquanto, nós trabalhadores estamos perdendo esta luta – não temos conseguido evitar os mais diversos ataques, apenas atenuá-los.

A fim de alterarmos a atual correlação de força entre nós trabalhadores e nossos inimigos de classe – grandes capitalistas e os mais diversos gestores do Estado-nação Brasil – compreendemos que é urgente avançarmos na unificação das lutas, assim como na radicalização dos métodos. Somente superando a fragmentação de nossa classe em categorias, unificando os diversos focos de resistência e avançando na direção de construirmos ações nacionais unitárias – especialmente paralisações e a greve geral – que conseguiremos derrotar esta onda de ataques.

Por isto, convocamos todas e todos a participarem tanto o ato nacional do dia 18, que se realizará em São Paulo e tem como eixo principal a luta contra diversos gestores do Estado capitalista, suas políticas de austeridade e em defesa da construção de um campo independente da classe trabalhadora, quanto do Encontro Nacional de lutadores do dia 19 – que deverá ter como tarefa organizar os próximos passos rumo às paralisações nacionais, à greve geral e à uma mobilização que não queira apenas trocar o nome de quem ocupa a cadeira da democracia capitalista, mas que seja uma mobilização concreta com viés revolucionário! E para que esta tarefa seja cumprida, é fundamental a participação – no ato e na plenária – de todos os setores combativos da classe trabalhadora.

Organizar a revolta, defender a classe e desestabilizar a democracia dos capitalistas!
Construir em unidade a luta contra as investidas do Estado e da patronal!
Todos à manifestação do dia 18 de setembro!

(Manifestação: 17h no Vão do MASP, em São Paulo, concentração a partir das 15h.
Encontro Nacional de lutadores: 10h às 18h noSindicato dos Metroviários de São Paulo – Rua Serra do Japi 31, Tatuapé)

Todos ao ato do dia 18.setembro!

Organizar a revolta, defender a classe e desestabilizar a democracia dos capitalistas!
Construir em unidade a luta contra as investidas do Estado e da patronal!
Todos às manifestações do dia 18 de setembro!

marcha nacional

Construir a alternativa da classe trabalhadora!

*Nossa posição frente a atual conjuntura política*

|“Onda conservadora” ou polarização política?|

O PT, seus militantes e simpatizantes compreendem, de maneira equivocada, que vivemos hoje no Brasil uma avanço conservador. Frente a esta análise, este partido, de maneira oportunista, cria uma luta defensiva do governo contra um “avanço da direita”. Deixemos clara nossa avaliação: o que ocorre no Brasil não é solitariamente um avanço conservador, mas um acirramento da luta de classes e uma consequente e incipiente polarização. Polarização que se expressa tanto no fortalecimento e na reorganização de setores conservadores e de direita, particularmente da extrema-direita – que agora convoca manifestações, colocando-se publicamente, quanto, simultaneamente, se evidencia uma mobilização cada vez maior e mais radicalizada da classe trabalhadora, acompanhada de uma tendência à ruptura com as tradicionais direções conciliatórias e patronais, em muitos casos ligadas ao governo.

A crise da CUT – marcada tanto por rompimentos como o do CPERS quanto pelo fortalecimento de oposições em categorias essenciais da CUT – e a divisão na Força Sindical frente, por exemplo, o projeto de lei da terceirização e a vexaminoza defesa de Eduardo Cunha, evidenciam esta tendência. Esta conjuntura de acirramento e polarização também impõem e resulta na reorganização de projetos políticos de esquerda com horizontes revolucionários ou ainda de projetos reacionários. Anarquismo, comunismo, fascismo, socialismo, golpe, revolução, são palavras que voltam a aparecer no cotidiano.

|Romper com o governismo e avançar na luta|

Compreendida esta polarização e dado um momento de ruptura completa com o PT – como colocamos no texto de conjuntura anterior; abre-se a questão: como a esquerda deve proceder? Defender um governo cujo descrédito é constantemente reafirmado através de seus ataques? Um governo, que é rejeitado massivamente pela ampla maioria da população e que terá – independente de seu regente – a “Agenda Brasil” como programa político? Devemos ceder à política de conciliação de classes que sustenta o sistema capitalista de exploração? Não.

Invertemos ainda a lógica governista: irresponsável é manter-se ao lado de um governo que promove os mais diversos ataques à nossa classe, e que legitimamente agora é alvo de sua revolta. É irresponsável defender um partido com um projeto falido, que deixou explícita sua traição e perdeu qualquer legitimidade e confiança. Esta irresponsabilidade abre caminhos à possibilidade deste processo ser dirigido pela direita e abre espaço para que o discurso da insatisfação seja domínio da extrema-direita. Sair à defesa do PT é pular no barco que está afundando. E que deve afundar.

Este é o momento para o fortalecimento da esquerda revolucionária. Tal fortalecimento está absolutamente correlacionado à ruptura com o PT. É da crise dessa direção, em um momento no qual a classe rompe com um projeto abraçado ao longo dos últimos trinta anos, que vem o surgimento de um vácuo que buscaremos preencher com nosso programa revolucionário. Para cada sindicato, DCE ou centro acadêmico que romper com sua direção governista, será fundamental que haja a presença de esquerda coerente e revolucionária para assumir essa direção.

É irresponsável também a postura que o governismo assume na luta contra a direita (com a qual o PT já completamente se integrou) e contra a extrema-direita. É necessário que a esquerda se diferencie em todos os aspectos do PT e do petismo. Que se desvencilhe da conciliação, do pacto com a burguesia e o capital e que não permita que a direção da insatisfação popular caia nas mãos da extrema-direita. No próximo período, se a polarização se provar como algo crescente, teremos que disputar a organização dos trabalhadores com essa mesma extrema-direita.

Portanto, se buscamos lutar pelos interesses de nossa classe, romper com o PT neste momento não é “irresponsável”, mas indispensável. Se pretendemos nos defender, devemos nos colocar do lado certo do acirramento da luta de classes. Não ao lado do setor que aplica tais políticas e compactua com esta direita, mas na trincheira dos trabalhadores. Assim poderemos barrar os avanços da burguesia e do Estado, através da organização dos trabalhadores e impulsionando a luta, a partir de cada local de trabalho e estudo. Historicamente é a classe organizada quem promove suas próprias conquistas. Devemos ter confiança na classe e no seu poder, não em um punhado de burocratas e estatistas.

| “Fora Dilma”, “Fica Dilma” e o acordão por governabilidade e democracia |

Sobre o ato do dia 16 pelo “Fora Dilma” dois aspectos merecem destaque.

construir alternativa

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