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LIBERDADE PARA OS 31 DETIDOS NA LUTA CONTRA AS OSs EM GOIÁS

No dia 15.02.16, após a segunda ocupação da Secretária de Educação (SEDUCE) 31 pessoas – entre elas, 13 menores de idade, e Rafael Saddi, professor da UFG e ativista político – foram covardemente detidas pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE-GO).

As acusações contra eles são de dano ao patrimônio, corrupção de menores e formação de quadrilha. A audiência de custódia será hoje às 14h (ADIADA PARA AMANHÃ ÀS 8h) na 7° Vara Criminal, daí então, teremos mais informações.

Esta ocupação foi uma das ações políticas desenvolvidas por estudantes e professores de Goiás em luta contra a militarização e a implementação das “Organizações Sociais” (OSs) nas escolas da rede estadual, uma forma evidente de precarização e privatização.

Com o acirramento e a polarização da luta de classes, o Estado cada vez mais mostra o seu lado e sua verdadeira face. Seu papel será o de garantir a todo custo a implementação das políticas que atacam de maneira generalizada as condições de vida dos trabalhadores – como a PL da terceirização, a das estatais, a reforma na aposentadoria, as privatizações, entre muitas outras – assim como garantir a repressão aos jovens e aos trabalhadores que ousam lutar, e assim, ousam vencer.

(+ infos: https://www.facebook.com/Secundaristas-em-Luta-GO-1700458980240969)

FORA OSs!
NÃO A REPRESSÃO!
LIBERTEM NOSSOS PRESOS!

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Reorganizar as escolas? Organizar a luta!

Não é de hoje que vemos o governo do estado se colocando intransigentemente contra os interesses dos professores, estudantes e dos demais trabalhadores da educação. Mas o que esse governo coloca de novidade é uma nova proposta de organização das escolas da rede estadual, que vai realocar cerca de 1 milhão de estudantes, para que escolas que hoje atendem a três ou duas das etapas escolares (fundamental I, fundamental II e ensino médio) passem a atender somente a uma deles, concentrando alunos de uma mesma faixa etária em cada unidade e reduzindo o número de aulas disponíveis por meio da fixação de professores. O problema é que essa novidade só traz mais do mesmo. No atual período de crise, não há setor que esteja a salvo dos cortes e dos ataques descarados que o Estado impõe como carros-chefe de suas políticas.

A superlotação de salas de aula, a precarização do ensino e a política de demissões que decorrerão do fechamento das escolas são alguns elementos que se tornaram corriqueiros em São Paulo e só tendem a se agravar. Com o congelamento das contratações, a relutância do governo estadual em pagar os dias parados dos professores estaduais grevistas, podemos perceber que a postura do governo não aponta para nenhuma melhora, e por isso um horizonte de luta não pode ser perdido.

Sem perder esse horizonte, professores, pais, funcionários e estudantes fazem eclodir campanhas, paralisações, piquetes e atos por todas as regiões do estado. A necessidade de não recuar frente aos ataques e os cortes que vem com a crise se mostra clara. O governo não quer mais gastar com educação porque não quer gastar com os trabalhadores, e é na nossa carne que tentam cortar quando a situação aperta. A privatização é um processo que vem sendo apresentado nas diversas áreas do setor público, visando somente o lucro das empresas e ainda mais benefícios para os patrões, e a reorganização das escolas também ocorre nesse sentido.

Apoiamos completamente as lutas que se iniciaram nos últimos dias contra a reorganização da rede estadual, e reiteramos a necessidade da juventude e de todos os trabalhadores a se unirem, unirem-se as categorias, sindicatos e movimentos numa luta incessante e igualmente intransigente aos ataques que nos impõem. Só assim barraremos os golpes que vem sendo colocados pelos governos estadual e federal e de todos os patrões!

CONTRA A REORGANIZAÇÃO DA REDE ESTADUAL DE SP!
NÃO AO FECHAMENTO DAS ESCOLAS!
BARRAR TODOS OS ATAQUES!

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