Imigrações e a barbarie capitalista

“Paz entre nós, guerra aos senhores”
Verso d’A Internacional

Com o acirramento da crise econômica capitalista, além de ataques às condições de vida da classe trabalhadora como um todo – redução de salários, corte de direitos e demissões em massa, em outras palavras, mais-valia absoluta – uma das principais cartadas jogadas à mesa pelos Estados imperialistas e seus empresários é, a promoção da crua barbárie – especialmente nos países periféricos, mas também nos setores marginalizados das populações dos países centrais. Através de guerras, saques e chacinas, os capitalistas imperialistas jogam a crise do capital para longe, realizando a destruição das forças produtivas – imprescindível para a retomada da taxa de lucro e para a atenuação da crise de superprodução – nos países de “baixo escalão” na ordem mundial, mas, ao mesmo tempo, a induzida barbárie é também uma forma de garantir a acumulação de capital através do roubo puro e simples – prática conhecida pelo termo de acumulação por espoliação.

Esta estratégia tem permeado a sociedade capitalista desde suas origens – como por exemplo, nos saques e nos genocídios promovidos contra os povos que habitavam a América Latina – e se mostra, hoje, novamente com toda sua cruel força. As guerras e conflitos imperialistas promovidas no Oriente Médio – especialmente na Turquia, Síria e Iraque – no norte da Africa – Tunísia, Egito, Líbia – e mesmo na América Latina e no leste Europeu – Haiti e Ucrânia – devem ser compreendidas tanto pela óptica da acumulação por espoliação, quanto como disputas entre as potências imperialistas pela hegemonia destas regiões. Ao mesmo tempo que a população destes países é chacinada, torturada, massivamente violentada, e sua malha industrial é transformada em cinzas, a acumulação de capital das grandes corporações petroquímicas e bélicas é, exatamente por isto, garantida. A barbárie é parte intrínseca da sociedade capitalista, não algo estranho e externo – corpos sempre estiveram a boiar nos mares, praias, campos e cidades capitalistas.

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Abaixo à xenofobia! Toda solidariedade à Cheikh Oumar!

“Meus amigos brasileiros me queimaram”
– palavras de Cheick Oumar

No úlitmo sábado dia 12.09.15, em Santa Maria (RS), Cheikh Oumar, homem nascido no território dominado pelo Estado senegalêz, teve parte de seu corpo queimado. Trata-se de mais um covarde caso de xenofobia ocorrido nas terras dominadas pelo Estado brasileiro.

Com o crescimento da barbarie capitalista tem-se como consequência o aumento da quantidade de refugiados e imigrantes. Nessa situação, a ideologia xenofóbica e patriótica intenta culpar trabalhadores nascidos em outras terras por todos os males sociais do capitalismo, dividindo, assim, a nossa classe.

Nós da Aliança Anarquista nos posicionamos intransigentemente contra qualquer ação racista e xenofóbica e afirmamos como os antigos anarquistas também o faziam:

“Nossa pátria é o mundo inteiro!”

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